Lula ironiza Zema, pede troféu e se compara a Jesus ao falar sobre dívidas estaduais - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Análises Críticas

Lula ironiza Zema, pede troféu e se compara a Jesus ao falar sobre dívidas estaduais

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Por Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alfinetou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), durante evento de entrega da concessão da BR-381, nesta quarta-feira (22). Lula afirmou que Zema deveria lhe entregar um troféu por viabilizar a renegociação das dívidas dos Estados e se comparou a Jesus Cristo ao defender sua atuação no tema.

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“Esse acordo da dívida de Minas Gerais, dos Estados como um todo, o governador de Minas deveria vir aqui e me trazer um prêmio, um troféu. Eu sou o primeiro presidente que nunca vetou nada de nenhum governador ou prefeito por ser oposição”, declarou Lula. Ele ainda completou: “O que nós fizemos pelos Estados que não pagavam suas dívidas, talvez só Jesus Cristo fizesse se concorresse à Presidência da República.”

Na semana passada, Lula já havia rebatido críticas de Zema sobre os vetos do Planalto à renegociação das dívidas, classificando os Estados com maiores pendências com a União como “ingratos”.

O governador mineiro e outros líderes estaduais se queixaram de que os vetos desidrataram medidas importantes conquistadas durante a tramitação do projeto no Congresso.

A renegociação foi viabilizada pela sanção do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), que revisa dívidas estaduais e do Distrito Federal com a União.

Apesar de aprovar o projeto, o governo Lula vetou trechos que haviam sido articulados por governadores no Congresso, o que gerou descontentamento. O texto sancionado foi publicado no Diário Oficial da União na última terça-feira (14) e já é alvo de críticas por “esvaziar” compromissos assumidos com Estados em situação fiscal mais complicada.

Enquanto Lula se promove como o presidente que mais ajudou os Estados, governadores de oposição, como Zema, argumentam que os vetos prejudicam a efetividade da renegociação. O embate reflete o tensionamento entre o Planalto e lideranças estaduais, evidenciando um jogo político que mistura disputas fiscais e narrativas eleitorais.

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