Mendonça será relator de ação de Caiado contra Boulos no STF
Brasília, Sexta, 17 de julho de 2026
Justiça

Mendonça será relator de ação de Caiado contra Boulos no STF

Pré-candidato do PSD acusa ministro da Secretaria-Geral da Presidência de crimes contra a honra

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Foto: Fellipe Sampaio/STF

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Por Redação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido para relatar a queixa-crime apresentada pelo pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, contra o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. A ação foi distribuída à Corte na última terça-feira (14).

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Caiado acusa Boulos dos crimes de calúnia, difamação e injúria em razão de declarações feitas pelo ministro em um vídeo publicado nas redes sociais, no qual o associa a uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A definição da relatoria faz parte do procedimento interno do STF e não representa qualquer manifestação do tribunal sobre o mérito das acusações.

Declarações motivaram a ação

A queixa-crime tem como origem um vídeo divulgado por Boulos em maio. Na gravação, o ministro cita contratos firmados entre o governo de Goiás e a Fundação Pró-Cerrado ao comentar a prisão do empresário Adair Meira, investigado por supostamente utilizar empresas ligadas a ele para lavar dinheiro em benefício do PCC.

Na publicação, Boulos afirma que Caiado estaria envolvido em um “escândalo relacionado ao crime organizado” e menciona um contrato de R$ 141 milhões firmado entre a fundação e o governo goiano.

Defesa nega ligação com investigação

Na petição encaminhada ao Supremo, a defesa de Caiado sustenta que a investigação policial não envolve o ex-governador nem apura qualquer irregularidade relacionada aos contratos celebrados entre o Estado de Goiás e a Fundação Pró-Cerrado.

Os advogados afirmam que Boulos criou uma “narrativa falsa” ao sugerir uma ligação entre Caiado e o suposto esquema criminoso.

“O cenário construído pelo querelado é produto de desonestidade deliberada. Tomou-se uma investigação que em nada envolve o querelante e forjou-se, a partir dela, narrativa de cumplicidade criminosa, com o exclusivo propósito de atingir sua honra e reputação às vésperas do processo eleitoral”, diz a ação.

A defesa também argumenta que as declarações ganharam maior repercussão por terem sido feitas por um ministro de Estado, responsável pela articulação do governo federal com movimentos sociais.

Boulos reage

Após a apresentação da ação, Guilherme Boulos respondeu às acusações em publicação na rede social X. O ministro afirmou que Caiado está “brigando com os fatos” e disse que, caso discorde das informações divulgadas, deveria processar os veículos de imprensa que noticiaram o caso e a Polícia Civil de São Paulo, responsável pela investigação que levou à prisão de Adair Meira.

O processo seguirá a tramitação no Supremo sob a relatoria do ministro André Mendonça.

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