Lewandowski oferece ajuda federal após assassinato de delegado em SP
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Lewandowski oferece ajuda federal após assassinato de delegado em SP

Lewandowski coloca dados de balística e DNA à disposição de SP após assassinato de ex-delegado e relaciona aumento de homicídios à circulação de armas
Lewandowski coloca dados de balística e DNA à disposição de SP após assassinato de ex-delegado e relaciona aumento de homicídios à circulação de armas

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ministro cita “brutalidade” do crime e aumento de execuções por proliferação de armas

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou agora há pouco (16) que o assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi “brutal” e colocou o governo federal à disposição para colaborar nas investigações.

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“Nós nos colocamos à disposição do Estado, sobretudo no que diz respeito à polícia científica. Temos um banco de dados de balística, DNA e informações que podemos disponibilizar, se necessário, ao governo de São Paulo”, declarou Lewandowski à imprensa na Câmara.

O ministro disse ter conversado com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e prestado solidariedade à família do policial e às forças de segurança do Estado. Ele informou que o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também contataram o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite.

Lewandowski relacionou o aumento de assassinatos e execuções no país ao acesso ampliado a armas, inclusive de calibre militar. “Há outras razões graves para o crime organizado se movimentar, mas a disseminação de armas é uma das grandes responsáveis por esses assassinatos brutais”, afirmou.

O ministro participa de audiência da comissão especial que analisa a PEC da Segurança Pública, elaborada pelo ministério. Segundo ele, a criminalidade é um fenômeno global e exige ação coordenada das forças federais, estaduais e municipais.

“Acho que há um interesse geral de que o cerne desta PEC, que é a cooperação entre as forças de segurança, permaneça e não sofra alteração”, disse Lewandowski.

O texto da PEC já foi aprovado na CCJ e segue para análise na comissão especial antes de votação no plenário da Câmara.

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