Justiça italiana adia decisão sobre soltura de Zambelli
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Justiça italiana adia decisão sobre soltura de Zambelli

Justiça da Itália nega soltura de Carla Zambelli e mantém deputada presa ao considerar risco máximo de fuga
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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Zambelli segue presa em Roma enquanto aguarda julgamento de extradição ao Brasil

A Justiça italiana decidiu adiar a análise do pedido de soltura da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), presa em Roma desde o fim de julho. A defesa solicitou que ela aguarde em liberdade o julgamento do processo de extradição solicitado pelo governo brasileiro. Até nova decisão, Zambelli permanecerá detida.

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A parlamentar foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após a condenação, deixou o Brasil em maio, passou pelos Estados Unidos e se estabeleceu na Itália, onde foi localizada e presa. Uma nova audiência pode ocorrer ainda nesta semana.

“Nós da defesa estamos muito otimistas, já que ela não representa nenhum risco de fuga, além de toda a parte médica, que ela necessita uma atenção especial”, afirmou o advogado Fabio Pagnozzi.

Essa foi a segunda audiência em duas semanas. Na primeira, a sessão foi adiada após a deputada alegar mal-estar. Um laudo médico solicitado pela juíza concluiu que ela poderia aguardar a decisão em regime de prisão, apesar de apresentar quadro de depressão.

A defesa alega que não houve pedido formal de prisão preventiva por parte do governo brasileiro e apresentou recurso para sua imediata soltura. “A deputada reafirma sua inocência e que é vítima de perseguição política, justo às vésperas de seu pedido de extradição, em um julgamento recorde”, disse Pagnozzi.

Zambelli possui cidadania italiana e declarou que pretende ser julgada pela Justiça local. Ela afirma que provará não ter participação direta na invasão do sistema do CNJ.

A Suprema Corte da Itália já reconheceu que o alerta vermelho da Interpol equivale a ordem de prisão internacional. Pelo Tratado de Extradição entre Itália e Brasil, esse tipo de medida tem validade semelhante às cautelares judiciais.

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