Corte italiana rejeitou pedido para que Carla Zambelli aguardasse extradição em liberdade
A Justiça da Itália decidiu manter presa a deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP). A decisão foi tomada após audiência com três juízes em Roma, que avaliaram o pedido da defesa para que ela aguardasse em liberdade a análise de extradição solicitada pelo Brasil.
No documento, a Corte de Apelação destacou que há “grau máximo” de risco de fuga caso Zambelli seja solta. O tribunal também concluiu, com base em perícia médica, que a parlamentar tem condições de permanecer no sistema prisional italiano.
Segundo os magistrados, o perito oficial apontou que a unidade em que ela está presa oferece acompanhamento médico contínuo, monitoramento especializado e correta administração de terapias.
O Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Alexandre de Moraes, formalizou o pedido de extradição. Zambelli foi condenada pela Corte, mas deixou o Brasil antes de ser presa.
Na audiência, o procurador de Justiça da Itália reforçou o risco de fuga, argumento contestado pela defesa. “Ela não tem nem passaporte italiano, nem passaporte brasileiro e não tem dinheiro porque o Alexandre de Moraes bloqueou as contas dela e do marido. Então, ela não tem como ir para outro lugar”, afirmou o advogado Fabio Pagnozzi.
A deputada seguirá presa até nova decisão da Justiça italiana sobre sua extradição.
“Por fim, concluímos que não há provas de que o estado de saúde seja incompatível com o regime prisional, incluindo suas necessidades terapêuticas demonstradas, todas as quais podem ser atendidas dentro do centro de detenção”, afirma o documento.
