Despesa equivale a 1,2% do PIB e 2,45% do gasto público total
As despesas do Brasil com o Judiciário somaram R$ 146,5 bilhões em 2024, novo recorde histórico. O valor representa crescimento real de 5,5% frente a 2023, segundo o relatório Justiça em Números do CNJ. O gasto corresponde a 1,2% do PIB e a 2,45% do total desembolsado por União, Estados, DF e municípios.
O CNJ aponta que o avanço foi puxado por três frentes: despesas com pessoal (+4,1%), investimentos (+16,6%) e outras despesas correntes (+19,2%). O custo por habitante atingiu R$ 689,34, R$ 5,40 a mais que no ano anterior.
A Justiça Estadual concentrou a maior fatia do orçamento: R$ 91,7 bilhões (62,6% do total). A Justiça do Trabalho foi a 2ª mais cara, com R$ 25,5 bilhões (17,4%).
2ª mais cara do mundo
Em comparação internacional, o Tesouro Nacional estima que os gastos com “tribunais de Justiça” no Brasil somaram 1,3% do PIB — a 2ª maior proporção entre 50 países avaliados, atrás de El Salvador. A média global é de 0,3% do PIB.
O novo ciclo orçamentário e eventuais medidas de contenção de despesas de pessoal nos Estados tendem a influenciar o número de 2025. O detalhamento do Justiça em Números seguirá balizando o debate sobre eficiência e priorização de gastos no Judiciário.