O governo brasileiro elabora uma carta à revista britânica The Economist, após publicação que aponta perda de influência internacional do presidente Lula e queda de sua popularidade interna.
A reportagem critica o distanciamento do Brasil em relação a países ocidentais, como os Estados Unidos, e menciona a ausência de gestos de aproximação com o presidente americano, Donald Trump. Um dos exemplos citados foi a nota do Itamaraty que condenou os ataques dos EUA a instalações nucleares no Irã.
A carta será assinada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e enviada à redação da revista por meio da embaixada brasileira em Londres.
Segundo fontes ouvidas pela CNN, o texto defenderá o posicionamento brasileiro contra o ataque americano, alegando “violação da soberania” e em nome do “respeito ao direito internacional”, como registrado na nota oficial publicada à época.
A resposta também deverá reafirmar o histórico posicionamento do Brasil em defesa do “uso exclusivo da energia nuclear para fins pacíficos” e a rejeição a qualquer forma de proliferação nuclear, especialmente em regiões com instabilidade geopolítica, como o Oriente Médio.
Além disso, o Itamaraty pretende argumentar que ataques a instalações nucleares representam risco elevado para populações civis e ao meio ambiente, devido ao potencial de contaminação radioativa.
A carta não deve comentar as observações da revista sobre o distanciamento de Lula em relação a Donald Trump e Javier Milei, nem as críticas à sua impopularidade no cenário interno.
