Itamaraty nega custeio de traslado de brasileira morta na Indonésia - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Itamaraty nega custeio de traslado de brasileira morta na Indonésia

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Por Redação

Resgate do corpo durou mais de 14 horas na Indonésia

O governo Lula informou, por meio do Itamaraty, que não irá custear o traslado do corpo de Juliana Marins, jovem brasileira encontrada morta no vulcão Monte Rinjani, na Indonésia. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (25), com base no artigo 257 do decreto 9.199/2017, que proíbe o uso de recursos públicos para esse tipo de despesa.

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O texto diz que a responsabilidade pelo transporte do corpo é integralmente da família, mesmo diante da tragédia e do cenário internacional. O Ministério das Relações Exteriores alegou que a regra impede qualquer cobertura financeira do Estado para repatriações de brasileiros falecidos no exterior.

Juliana Marins foi localizada sem vida após uma operação de resgate que durou mais de 14 horas. O Parque Nacional do Monte Rinjani informou, em nota oficial, que o procedimento foi conduzido de maneira intensa e com o máximo de cuidado, dado o terreno acidentado da região.

Com isso, a família de Juliana terá que mobilizar recursos por conta própria para garantir a chegada do corpo ao Brasil.

Confira nota do Itamaraty:

Informa-se que, em caso de falecimento de cidadão brasileiro no exterior, as Embaixadas e Consulados brasileiros podem prestar orientações gerais aos familiares, apoiar seus contatos com o governo local e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, tão logo terminem os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais.

O atendimento consular prestado pelo estado brasileiro é feito a partir de contato do cidadão interessado ou, a depender do caso, de sua família. A atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional.

Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros”.

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