Nova medida de Trump atinge diretamente comércio com país vizinho
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (27) o rompimento imediato de todas as negociações comerciais com o Canadá, após acusar o país vizinho de avançar com a criação de um imposto digital direcionado a empresas americanas.
Na rede social Truth Social, o republicano classificou a medida canadense como “ultrajante” e declarou que novas tarifas contra o país serão definidas dentro de uma semana.
“Estamos encerrando TODAS as discussões sobre comércio com o Canadá, com efeito imediato”, escreveu Trump. “Informaremos ao Canadá a tarifa que eles terão que pagar para fazer negócios com os Estados Unidos da América dentro dos próximos sete dias.”
A reação do mercado foi imediata: o principal índice da bolsa canadense e o dólar local recuaram após o anúncio. A proposta canadense prevê a cobrança de 3% sobre a receita obtida por empresas digitais com usuários no país, afetando gigantes como Meta, Google e Amazon. A medida valeria para empresas que faturam acima de C$ 20 milhões por ano (cerca de US$ 14,6 milhões) no território canadense.
Apesar da pressão, o Canadá deve seguir adiante com o imposto, cujo início está previsto para segunda-feira. Grupos empresariais locais têm se posicionado contra a nova cobrança, temendo retaliações americanas, agora já confirmadas.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, vinha conduzindo conversas com países do G-7 para adiar medidas semelhantes, em troca de concessões legislativas por parte dos republicanos. No entanto, o Canadá decidiu não esperar.
Dezenas de países têm até 9 de julho para evitar novas sanções americanas, mas Canadá e México estão sendo tratados de forma separada, devido a questões adicionais como imigração e tráfico de fentanil.
O gabinete do primeiro-ministro Mark Carney e o Ministério das Finanças canadense não se pronunciaram até o momento. Já no Congresso dos EUA, um grupo de 21 parlamentares pediu a Trump que pressionasse pela revogação do imposto, estimando prejuízos de até US$ 2 bilhões às empresas americanas.
