Assessor de Lula defende congelamento de relações militares com Israel - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Assessor de Lula defende congelamento de relações militares com Israel

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Por Redação

Governo já suspendeu negociação de obuseiros com empresa israelense

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, defendeu na última sexta-feira (27) o congelamento das relações militares entre o Brasil e Israel. Em entrevista ao canal Amado Mundo, Amorim afirmou que a cooperação militar entre os dois países “não tem nada a ganhar” e sugeriu que esse tipo de parceria seja interrompida.

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Eu acho que o que nós temos realmente que congelar são as relações militares [entre Brasil e Israel]”, afirmou, ao comentar o atual cenário no Oriente Médio.

Amorim, no entanto, ponderou que não defende a ruptura completa das relações diplomáticas.

Pode ser que um dia se chegue a isso, mas eu nunca defendi. Primeiro porque tem muitos brasileiros em Israel, que têm que ter proteção da embaixada brasileira. Segundo que até para chegar na Palestina, sobretudo na Cisjordânia, ou mesmo em Gaza, que nós ajudamos a evacuar um grande número de brasileiros, é necessário a cooperação com Israel”.

Recentemente, o Executivo suspendeu a negociação de compra de 36 obuseiros da empresa israelense Elbit Systems. A licitação já havia sido vencida, mas o processo foi travado por ordem direta do governo, em um gesto que analistas consideram prejudicial à modernização das Forças Armadas brasileiras.

Amorim também voltou a responsabilizar Israel pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Segundo ele, o ataque israelense ao Irã teve como objetivo desviar o foco do cenário em Gaza.

O Irã, que é um país independente, soberano, que tem o programa mais vigiado pela agência atômica, foi bombardeado por Israel, que tem 90 ou 100 armas nucleares. O problema é que Israel atacou o Irã, talvez até em parte para ofuscar o que estava ocorrendo em Gaza”.

O assessor especial aproveitou para criticar ainda a atuação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), sem entrar em detalhes sobre qual papel a aliança teria no atual contexto. As críticas refletem a postura ideológica do governo Lula em política externa, frequentemente alinhada com regimes hostis ao Ocidente, como Irã, China e Rússia.

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