Gonet: núcleo 4 usou “estrutura do Estado” contra eleições
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Gonet pede condenação do núcleo 4 por uso de “estrutura do Estado” contra sistema eleitoral

Paulo Gonet será sabatinado na CCJ do Senado antes de assumir novamente a Procuradoria-Geral da República.
Foto: Rosinei Coutinho/STF

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Para Gonet, uso da máquina pública foi essencial para disseminar desconfiança sobre sistema eleitoral

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu há pouco a condenação de todos os sete réus do núcleo 4 da “trama golpista”. O grupo, segundo o PGR, teria organizado ações de “desinformação” para propagar supostas notícias falsas sobre o processo eleitoral durante as eleições de 2022.

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Durante o julgamento na Primeira Turma do STF, que começou nesta manhã, Gonet argumentou que os réus usaram a “estrutura do Estado” contra o sistema eleitoral brasileiro:

“As campanhas promovidas pelos acusados, essenciais para o levante popular contra as instituições democráticas, encontram-se confirmadas pelas provas dos autos. Dá-se conta de que, por meio da ação dos réus, a organização criminosa capitalizou guerra e violência informacional crescente”.

“No começo, utilizaram-se da estrutura do Estado para gerar na população o sentimento de desconfiança contra as instituições. Para esse intento, as redes sociais foram abarrotadas com desinformações sobre autoridades públicas e sobre o sistema eleitoral”, continuou o PGR.

Ainda de acordo com Gonet, o uso indevido da estrutura do Estado foi “essencial para a manipulação e distorção de informações com aparência técnica, combatendo o sistema eletrônico de votação e denegrindo autoridades em exercícios dos Poderes estabelecidos”.

Os réus do “núcleo 4” são:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército;

  • Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército;

  • Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal;

  • Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército;

  • Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército;

  • Marcelo Araújo Bormevet, agente da PF e ex-integrante da Abin;

  • Reginaldo Vieira de Abreu, coronel da reserva do Exército.

O julgamento deve prosseguir nos dias 15, 21 e 22 de outubro. A sessão de hoje marca a 1ª presidida por Flávio Dino na Primeira Turma da Corte.

Nas alegações finais do processo, todos os réus negaram as acusações da PGR e pediram absolvição no caso.

Todos respondem pelos crimes de: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

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