STF pode criar precedente sobre desinformação eleitoral
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Trama golpista: STF pode estabelecer precedente sobre desinformação eleitoral

STF TSE fará testes de segurança em dezembro para garantir integridade das urnas eletrônicas nas eleições de 2026. TSE fará testes de segurança em dezembro para garantir integridade das urnas eletrônicas nas eleições de 2026. TRE-GO
STF TSE fará testes de segurança em dezembro para garantir integridade das urnas eletrônicas nas eleições de 2026. TSE fará testes de segurança em dezembro para garantir integridade das urnas eletrônicas nas eleições de 2026. TRE-GO

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Por Redação

Decisão do STF pode servir como referência para casos futuros

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta manhã (14) o julgamento do núcleo 4 da suposta “trama golpista”, considerado o núcleo da “desinformação”. Caso haja condenação, será a 1ª decisão criminal da Corte sobre “desinformação contra o sistema eleitoral”, criando um precedente inédito.

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O julgamento na Suprema Corte começou hoje e continuará nos dias 15, 21 e 22 de outubro.

Embora já tenham ocorrido punições na esfera eleitoral por “mensagens falsas” sobre urnas eletrônicas, nunca houve condenação criminal nesse contexto. No processo que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros réus do “núcleo central” da trama golpista, o uso de “fake news” foi mencionado, mas não foi o foco do caso.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação de sete réus: o ex-major do Exército Ailton Barros; o major da reserva Ângelo Denicoli; o engenheiro Carlos Rocha; o subtenente Giancarlo Rodrigues; o tenente-coronel Guilherme Marques Almeida; o policial federal Marcelo Bormevet; e o coronel Reginaldo Vieira de Abreu.

Segundo a PGR, o grupo “fabricou e disseminou narrativas falsas contra o processo eleitoral, os Poderes constitucionais e as autoridades que os representam, fazendo nascer e crescer a instabilidade social necessária para a ruptura institucional”.

Eles também são acusados de realizar “ataques virtuais” para pressionar os comandantes das Forças Armadas a aderirem à trama.

Todos os réus negam envolvimento no caso e alegam que suas ações foram técnicas ou isoladas.

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