Filipe Barros aciona ONU e OEA após ações contra Bolsonaro - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Filipe Barros aciona ONU e OEA após ações contra Bolsonaro

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Por Isac Mascarenhas

O deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados, anunciou que acionará organismos internacionais para alertar sobre a perseguição do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O objetivo é que essas entidades “tomem medidas urgentes para manter a democracia brasileira”.

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Em nota, Barros detalhou os contatos para as ações que serão tomadas:

  • Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk: Será enviado um ofício com um alerta internacional sobre o risco de criminalização da dissidência política no Brasil.
  • Secretário-Geral da OEA, Albert Ramdin: Uma representação institucional será apresentada, relatando ameaça à ordem democrática brasileira.
  • Comissão Interamericana de Direitos Humanos: Será encaminhada uma representação denunciando possível violação de direitos políticos e do devido processo legal.

Além dos organismos internacionais, Barros informou que também está denunciando a situação a comissões de relações exteriores de diversos países, como Estados Unidos e Argentina, ao Parlamento Europeu, e a líderes de partidos de direita, como o Chega, de Portugal, e o Vox, da Espanha.

Diante da queda da Bolsa e da alta do dólar registradas hoje, Filipe Barro disse está acionando órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central para que se manifestem sobre o risco para investidores nacionais e estrangeiros, bem como a “escalada da fragilização da imagem externa do País”.

Segundo o deputado, essas medidas são uma resposta à “perseguição contra Bolsonaro e o campo político de milhões de brasileiros por ele capitaneado”.

A iniciativa acontece em um momento de intensificação das ações judiciais contra o ex-presidente, que foi alvo de buscas e apreensões pela Polícia Federal e teve medidas cautelares impostas pelo STF, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

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