Ex-presidente vê impacto econômico com perseguição às plataformas
O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (18), após ser alvo de operação da Polícia Federal por determinação do STF, que a política de censura promovida pela Corte pode levar as big techs a deixarem o Brasil. Em entrevista na sede do PL em Brasília, Bolsonaro respondeu a um relato sobre diplomatas internacionais preocupados com a maneira como o Brasil tem tratado as empresas de tecnologia.
“Censura. Nós temos a Primeira Emenda americana, que trata da liberdade de expressão. Aqui, não. Nós tivemos, na lei do marco da internet, em 2019, a liberdade de expressão”, afirmou Bolsonaro.
Segundo ele, a criminalização do conteúdo publicado nas plataformas digitais é um passo perigoso.
“O natural vai ser que as big techs saiam do Brasil. Mas isso não será um prejuízo para o Brasil? É lógico, para todo mundo”, afirmou, destacando o impacto que isso traria especialmente para o comércio e a economia digital. “Você, o teu comércio aqui, em grande parte é voltado para o WhatsApp.”
Ele também comentou que há excessos por parte do STF e que a Corte tem tido um entendimento agressivo em relação à liberdade de expressão.
“E quando alguém extrapola, pode ser processado por calúnia, injúria, difamação. O Supremo jogou parte desse artigo no lixo. E culpou.”
Questionado se a saída das plataformas também causaria prejuízos às próprias empresas, Bolsonaro disse que todos perderão com essa decisão.
“Para todo mundo, para toda a economia. Porque o Brasil é um mercado enorme, que interessa a muita gente.”
O ex-presidente também foi perguntado sobre o Pix e descartou qualquer necessidade de mudança.
“Olha aí o Pix, foi no meu governo, novembro de 2020. Nós queríamos um Pix. Plena pandemia”, disse, lembrando a decisão do STF de transferir poderes para governadores no enfrentamento à crise sanitária.
Encerrando o tema, o ex-presidente reiterou que o sistema de pagamentos está funcionando bem e não precisa de mudanças. “Está muito bem o Pix.”
