“Uma covardia, isso não é democracia”, diz Bolsonaro sobre proibição de uso das redes sociais - Claudio Dantas
Brasília, Sexta, 26 de junho de 2026
Justiça

“Uma covardia, isso não é democracia”, diz Bolsonaro sobre proibição de uso das redes sociais

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Por Adrian Almeida

Bolsonaro relaciona sanções à perda de influência digital e acusa o STF

Em entrevista concedida nesta sexta-feira (18), na sede do PL em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro chamou de “covardia” a decisão do Supremo Tribunal Federal que o proíbe de usar redes sociais. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que também impôs a Bolsonaro o uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições, com argumento de risco de fuga. Ele afirmou que a proibição de seu acesso às plataformas digitais não representa democracia.

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“Covardia. Uma covardia, isso não é democracia. Tirar a voz de uma pessoa não é democracia. Eu não estou condenado ainda. Respondo a um processo sem pé nem cabeça. Caça às bruxas”, afirmou.

Bolsonaro falou sobre a importância de suas redes sociais para contrapor o que chama de “guerra da informação”. Ele lamentou a perda de influência digital, que, segundo ele, equilibrava o debate público. “As mídias sociais eu não vou ter mais agora, o Lula vai ter. A minha, que mais interage no Brasil, a gente conseguia equilibrar. A gente ganhava o jogo da informação e não da desinformação”, disse.

Bolsonaro aproveitou para endossar a carta do presidente americano Donald Trump, que criticou a perseguição política no Brasil. “O Trump não falaria isso sem ter conhecimento do que está acontecendo no Brasil”, declarou.

Horas antes da entrevista, a Polícia Federal cumpriu novas ordens judiciais contra ele. Questionado sobre a sobretaxa de 50% imposta por Trump a produtos brasileiros, Bolsonaro afirmou que mantém forte apoio do agronegócio. “Pelas mídias sociais, 80% continua comigo”, disse, reforçando sua influência no setor.

Bolsonaro lembrou que, durante seu mandato, proibiu que a China comprasse o Porto de Santos. A transação daria poder econômico do país chinês no Brasil. “Não permiti a venda do Porto de Santos pra China”, disse.

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