Fachin diz que Judiciário "sofre com efeitos de disputas globais"
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Fachin diz que Judiciário “sofre com efeitos de disputas globais”

Cerimônia de posse do Senhor Ministro Edson Fachin. Foto: Gustavo Moreno
Cerimônia de posse do Senhor Ministro Edson Fachin. Foto: Gustavo Moreno

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Novo presidente do STF assume em meio a sanções dos EUA contra ministros da Corte

O ministro Edson Fachin afirmou hoje (29) que o Judiciário “sofre com os efeitos de disputas globais”. A declaração foi feita durante seu discurso de posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

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“Sofre o Judiciário com os efeitos reflexos do cenário mundial de disputas pela hegemonia global entre nações e corporações econômicas com largos efeitos sobre nosso país”, disse.

Cerimônia de posse do Senhor Ministro Edson Fachin. Foto: Gustavo Moreno
Cerimônia de posse do Senhor Ministro Edson Fachin. Foto: Gustavo Moreno

A fala ocorre em meio às sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos a integrantes do Supremo. Entre elas estão a revogação de vistos e medidas da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, empossado como vice-presidente da Corte.

“O Brasil, assim como grande parte das nações, sabe a uma conjuntura econômica desafiadora marcada por variáveis interdependentes que extrapolam o campo estritamente econômico e repercutem também nas esferas sociais, políticas e judiciais. Jamais deixaremos de dialogar com os poderes econômicos”, afirmou.

O ministro disse que buscará “racionalidade, diálogo e discernimento” na condução do tribunal. “Com serenidade, empenharei-me na preservação dos valores que moldam a identidade do Supremo Tribunal Federal. Queremos racionalidade, diálogo e discernimento”, declarou.

Fachin destacou que o STF é guardião da Constituição e do Estado de Direito. Ressaltou que a presidência não representa “privilégios”, mas responsabilidades.

Agradecimentos de Fachin

Ele também mencionou Alexandre de Moraes, seu vice. “Divido a presidência com Alexandre de Moraes, que chegou a este Tribunal com uma carreira consolidada como jurista e professor de Direito Constitucional”, disse.

O novo presidente do Supremo ainda citou desafios da gestão, como reduzir a litigiosidade, com foco em previdência, execução fiscal e maior uso de precedentes. “Juízes educam por seus exemplos”, afirmou. Fachin prestou homenagem ao ministro Teori Zavascki e à ministra aposentada Rosa Weber.

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