Cármen Lúcia diz que STF segue “íntegro” e “plural” na posse de Fachin
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Cármen Lúcia diz que STF segue “íntegro” e “plural” na posse de Fachin

Na posse de Edson Fachin, Cármen Lúcia afirma que STF segue “íntegro” e “plural” e critica a ditadura em defesa da democracia
Na posse de Edson Fachin, Cármen Lúcia afirma que STF segue “íntegro” e “plural” e critica a ditadura em defesa da democracia

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ministra defende democracia e critica ditadura em discurso na Corte

A ministra Cármen Lúcia afirmou hoje (29) que o Supremo Tribunal Federal (STF) se mantém “íntegro” e “plural”. O discurso ocorreu durante a posse de Edson Fachin como presidente da Corte para o biênio 2025–2027. Alexandre de Moraes assumiu como vice-presidente.

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“Este Supremo Tribunal Federal mantém-se íntegro em sua formação e coeso – conquanto, plural – em sua atuação”, disse a ministra, escolhida por Fachin para representar os ministros no evento.

Em sua fala, Cármen Lúcia defendeu a democracia e criticou o autoritarismo. “A ditadura é o pecado mortal da política, nela se extingue a liberdade”, declarou. Cármen acrescentou que a democracia foi “desconsiderada e ultrajada por antidemocratas em vilipêndio antidemocrático e abusivo contra o estado de direito vigente”.

A posse contou com a presença do presidente Lula, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, além de governadores, ministros de cortes superiores e do presidente da OAB, Beto Simonetti.

Cerimônia de posse do Senhor Ministro Edson Fachin e do Senhor Ministro Alexandre de Moraes como Presidente e Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça. Foto: Gustavo Moreno/STF
Cerimônia de posse do Senhor Ministro Edson Fachin e do Senhor Ministro Alexandre de Moraes como Presidente e Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça. Foto: Gustavo Moreno/STF

A ministra Cármen também elogiou o ministro Alexandre de Moraes, segundo ela, o ministro, enquanto esteve à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), soube se manter com “a mesma firmeza” nas mais diversas situações, sem se render a “humores exacerbados”.

Ao completar dez anos no Supremo, Fachin reafirmou sua posição de separar a atuação judicial da política. “Ao direito o que é do direito, à política o que é da política”, disse.

Fachin adota estilo discreto, sem entrevistas frequentes, e recusou festas financiadas por entidades jurídicas, optando por cerimônia simples com café e água.

Com a nova função, ele deixou a relatoria de mais de cem processos da Operação Lava Jato, que havia assumido em 2017 após a morte de Teori Zavascki. O encerramento da operação foi marcado por decisões que apontaram nulidades processuais e problemas em delações premiadas.

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