“Nem toda visibilidade fortalece instituições”, diz Fachin ao defender discrição de juízes
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (2) que magistrados devem adotar uma postura de discrição e…
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (26), uma resolução que torna obrigatória a adoção do chamado “contracheque…
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, enviou nesta segunda-feira (25) ofício ao ministro Edson Fachin,…
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve analisar na próxima terça-feira (26) uma proposta que pode alterar a forma como os pagamentos…
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta tarde (19) que as crises nas democracias contemporâneas deixaram de ser…
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou nesta segunda-feira (18) ter sido alvo de hostilidade por parte de uma…
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta tarde (13), em conversa com jornalistas após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal…
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reúne nesta quarta-feira (13) com o presidente do Supremo Tribunal…
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta tarde (11) que é “tempo de ressignificar o papel da magistratura…
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (6) que os Poderes Judiciário e Legislativo “não se enfrentam…
Uma decisão provisória tomada em 2013 pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, permanece sem desfecho há mais de uma…
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (20) que a defesa do ministro Flávio Dino de uma reforma do Poder Judiciário “merece aplauso”. “Merece aplauso e apoio a perspectiva do debate trazida no artigo de autoria do ministro Flávio Dino. Ali se apresenta uma reflexão oportuna e bem estruturada sobre a necessidade de aperfeiçoamento do Poder Judiciário, tratando o tema com seriedade institucional e senso de responsabilidade republicana”, indicou o presidente do STF. Fachin escreve que um dos “méritos” do texto de Dino é a “ênfase conferida à ética e à responsabilidade funcional, sem perder de vista as garantias essenciais da magistratura”. Estabelecer um código de conduta para a Corte é uma das prioridades da gestão do atual presidente do Supremo. “O equilíbrio entre independência judicial e mecanismos de controle é abordado com sobriedade, reforçando a ideia de que credibilidade institucional depende, também, da capacidade de reconhecer falhas e corrigi-las com firmeza e justiça”, indicou. Em um artigo publicado no ICL e distribuído e, posteriormente, enviado à imprensa, Dino propõe penas mais rigorosas para corrupção de juízes, procuradores, advogados e servidores do sistema de Justiça como um todo. Argumenta que a confiabilidade do Judiciário é fundamental para a democracia. De acordo com o ministro, a reforma deve priorizar a criação de um sistema jurisdicional capaz de garantir segurança jurídica e acesso a direitos com mais velocidade, confiabilidade e efetividade. Dino afirmou que o Brasil precisa de “mais justiça” e criticou aqueles que defendem uma “autocontenção" do Supremo. O ministro também defendeu a revisão das competências constitucionais do STF e dos tribunais superiores. Propõe regras e limites para o uso de inteligência artificial nos processos judiciais. Defende critérios mais rígidos para que ações cheguem a esses tribunais, especialmente ao STJ, com o objetivo de agilizar as ações. No artigo, o ministro ainda classificou como “graves” os problemas que atingem segmentos do Poder Judiciário. Ressaltou que eles fazem parte de um sistema mais complexo. Segundo ele, a existência de venda de sentenças, vazamentos indevidos e exploração de prestígio está ligada a um amplo mercado profissional que “compra” tais práticas ilegais. “Não há corrupção sem redes de financiamento e lavagem de capitais, e somente um enfrentamento sistêmico pode, de fato, ultrapassar as fronteiras de medidas superficiais ou puramente simbólicas”, disse o ministro. A sugestão de criar penalidades maiores para corrupção de juízes representa mais um recado de Dino em relação às prioridades do presidente da Corte, o ministro Edson Fachin. Desde o início de sua gestão, em setembro de 2025, Fachin tenta avançar com a elaboração de um código de conduta para ministros do Supremo. Tem tido dificuldade de conquistar apoio dos colegas. Outra prioridade de Fachin na presidência era solucionar os supersalários na magistratura. O plano do ministro era discutir o tema no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em fevereiro, Dino decidiu suspender o pagamento de penduricalhos ilegais no serviço público. A decisão levou a discussão ao STF e acelerou o tema. Em março, Dino proferiu decisão que acabava com a aposentadoria compulsória como punição mais grave a magistrados. Forçou o CNJ, também presidido por Fachin, a regulamentar o tema. Veja a nota completa abaixo: Merece aplauso e apoio a perspectiva do debate trazida no artigo de autoria do Ministro Flavio Dino. Ali se apresenta uma reflexão oportuna e bem estruturada sobre a necessidade de aperfeiçoamento do Poder Judiciário, tratando o tema com seriedade institucional e senso de responsabilidade republicana. Ao evitar soluções simplistas, o texto valoriza um diagnóstico consistente e propõe caminhos que dialogam com demandas reais da sociedade, especialmente no que diz respeito à eficiência, transparência e fortalecimento da confiança pública nas instituições. Outro mérito relevante está na ênfase conferida à ética e à responsabilidade funcional, sem perder de vista as garantias essenciais da magistratura. O equilíbrio entre independência judicial e mecanismos de controle é abordado com sobriedade, reforçando a ideia de que credibilidade institucional depende, também, da capacidade de reconhecer falhas e corrigi-las com firmeza e justiça. Por fim, o texto contribui para qualificar o debate público ao tratar a reforma do Judiciário como um processo contínuo, aberto e plural. Ao estimular a reflexão e o diálogo, oferece uma base sólida para a construção de consensos, sempre orientados pelo interesse público e pela preservação dos valores que sustentam o Estado de Direito.