Presidente do STF diz que atuação do colega ocorreu “por dever de ofício”
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta quinta-feira (8) a atuação do ministro Alexandre de Moraes na condução dos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.
Sem citar episódios específicos, Fachin afirmou que há quem confunda firmeza com arrogância. Disse que a postura de Moraes ocorreu “por dever de ofício” e não por bravata. A declaração foi feita durante evento do Supremo que marcou os três anos das invasões às sedes dos Três Poderes.
Leia aqui a íntegra do discurso do ministro Fachin
Segundo Fachin, Moraes “esteve onde precisava estar” ao longo do processo e suportou sacrifícios pessoais e familiares, cumprindo o juramento do cargo. Em tom de homenagem, afirmou que a atuação do colega deve ser lembrada como exemplo de defesa da Constituição. “Defender a Constituição é também defender aqueles que, com generosidade e abnegação, puseram as instituições à frente”, disse.
Críticas à atuação
A condução dos inquéritos e ações penais por Moraes é alvo de críticas recorrentes de parlamentares da oposição desde o início dos julgamentos. Entre as acusações estão abuso de poder e aplicação de penas consideradas desproporcionais.
Na quarta-feira (7), aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro criticaram Moraes após decisão que anulou a abertura de sindicância do Conselho Federal de Medicina sobre atendimento médico ao ex-presidente e determinou a oitiva do presidente da entidade pela Polícia Federal.
Em outras ocasiões, filhos de Bolsonaro usaram redes sociais para atacar o ministro após a negativa de prisão domiciliar ao ex-presidente. Flávio Bolsonaro chamou Moraes de “ser abjeto” e questionou “até quando Moraes terá procuração para praticar tortura”.
Carlos Bolsonaro afirmou que “qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada”. Eduardo Bolsonaro chamou o ministro de “tiranete de beira de estrada” e o acusou de cometer “atrocidades humanitárias”.
