Parlamentar cita expectativa de nova leva de confisco de vistos por parte dos EUA
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) afirmou na segunda-feira (8) que o ministro do STF Alexandre de Moraes recebeu “atenção especial” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ser punido por meio da Lei Magnitsky.
Em entrevista ao Poder360, o parlamentar disse que a sanção aplicada em julho pelo governo americano foi mais rápida do que o habitual.
“Sanção como a Lei Magnitsky demora um tempo para ser aplicada. A do Moraes demorou poucos meses porque teve uma atenção especial do presidente Trump. O normal é demorar uns 6 meses”, afirmou Eduardo.
A Magnitsky é usada para punir autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos. Moraes foi alvo da medida em 30 de julho, em meio a críticas internacionais sobre sua atuação contra Jair Bolsonaro e aliados.
Segundo o congressista, que atualmente reside nos Estados Unidos, outras medidas já estão em andamento.
“Trump tem outros mecanismos e não é só a Magnitsky. Puxou a alavanca quando cassou o visto de várias autoridades e da PGR. Há uma expectativa de que uma nova leva de confisco de vistos seja feita para os próximos dias. Duas semanas atrás, teve [Alexandre] Padilha e [Ricardo] Lewandowski, estão inclusos também os seus familiares”, disse.
No dia 15 de agosto, a mulher e a filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiveram o visto cancelado pelos EUA. Documentos do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e do senador Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Congresso, também teriam sido revogados, conforme relatado pelo jornalista Paulo Figueiredo em 20 de agosto.
Eduardo Bolsonaro acrescentou que há expectativa de novos anúncios por parte da Casa Branca nos próximos dias, aumentando as sanções contra autoridades ligadas ao governo Lula e ao Supremo.
