Durante o ato de domingo (7), na avenida Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou ministro Alexandre de Moraes, do STF, e cobrou do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pauta da anistia. As falas agradaram ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em entrevista ao Poder360 na segunda (8), o parlamentar afirmou que o governador, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL), “veio para somar”.
“Eu vou evitar entrar em polêmica com o governador Tarcísio. Mais uma vez, o assunto da eleição não é para agora. Ele é, principalmente, para o ano que vem. E quem vai decidir isso tudo caso esse cenário onde o Bolsonaro não possa (concorrer) se configure será o próprio Jair Bolsonaro. Do Tarcísio eu tenho um elogio a fazer: eu acho que ele, na manifestação, foi muito feliz no seu discurso. Espero que essa fala seja permanente, seguida das suas condutas pró-anistia e acho que nesse momento isso é o principal”, declarou.
Na manifestação em São Paulo, Tarcísio — que tradicionalmente adota um discurso mais moderado que o da família Bolsonaro — disse que “ninguém aguenta mais a tirania” de Moraes. “Ninguém aguenta mais o que está acontecendo nesse país. Nós não vamos mais aceitar que nenhum ditador diga o que a gente tem que fazer”, afirmou o governador.
A declaração de Eduardo na entrevista representa uma reviravolta na animosidade do deputado em relação ao governador. Em entrevista ao mesmo portal em agosto deste ano, Jair Bolsonaro disse que Eduardo estava sendo imaturo nas críticas recorrentes a Tarcísio — avaliação que gerou troca de críticas em mensagens entre pai e filho.
Questionado na entrevista se apoiaria Tarcísio em uma disputa presidencial, Eduardo disse que “ainda não é o momento de escolhas” e que a definição caberá ao ex-presidente, caso não possa concorrer em 2026. Segundo o congressista, assim como ele, Tarcísio considera Jair Bolsonaro o candidato natural do grupo político.
