Flávio Bolsonaro deve ficar de fora da comissão que investigará o roubo do INSS
O Partido Liberal (PL) planeja uma estratégia de destaque para CPMI do INSS. A sigla quer escalar parlamentares com grande número de seguidores nas redes sociais na expectativa de intensificar ainda mais o desgaste do governo por meio da projeção digital.
Essa tática será fundamental, conforme avaliam os dirigentes, para controlar a narrativa da CPMI diante da impossibilidade de obter a relatoria, que deverá ficar com um deputado do Centrão.
Para driblar o “veto” à relatoria, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), deve priorizar parlamentares com grande alcance digital. Nomes como os deputados Nikolas Ferreira (MG), Bia Kicis (DF), Marco Feliciano (SP) e André Fernandes (CE) estão entre os cotados. Nikolas, tem quase 18 milhões de seguidores no Instagram e Fernandes é visto para de “furar a bolha” no Nordeste com seus 2,5 milhões de seguidores.
A aposta no poder das redes se baseia em resultados anteriores. Em janeiro, vídeos de Nikolas criticando as regras da Receita Federal sobre o monitoramento de transações financeiras, incluindo o Pix, geraram uma “bola de neve” de repercussão negativa.
As dúvidas disseminadas, embora a medida não implicasse taxação, causaram um alvoroço que levou o presidente Lula a convocar ministros às pressas para revogar a normativa da Receita.
No total, o PL terá direito a seis vagas pela Câmara na CMPI — três titulares e três suplentes. Sóstenes afirmou que as opções são decidir por conta própria, realizar um sorteio ou “recorrer à estratégia de escolher quem tem mais seguidores, que permitirá o compartilhamento dos momentos de questionamentos no colegiado, o que permitirá o controle da narrativa.
Além da estratégia na Câmara, o partido planeja designar o senador Rogério Marinho (RN) como um dos membros da CPMI do INSS. Bolsonaro confia no político como uma espécie de “mentor intelectual” do partido na comissão, orientando suas participações e coordenando as ações da bancada.
Marinho é visto internamente como um articulador hábil e moderado, agradando tanto ao ex-presidente quanto ao presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
Das três cadeiras titulares destinadas ao bloco PL-NOVO no Senado, duas serão ocupadas por parlamentares alinhados a Bolsonaro: os senadores Jorge Seif (SC) e Izalci Lucas (DF). A terceira vaga titular ficará com Eduardo Girão (NOVO-CE).
Ao senador Flávio Bolsonaro caberá a representação do partido na CPMI do Crime Organizado. Flávio, que preside a Comissão de Segurança da Casa, considera a participação nesta CPMI como “mais estratégica” para sua atuação parlamentar.
