Senador afirmou que Bolsonaro defendeu civilidade no processo de transição
O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta segunda-feira (2) que Jair Bolsonaro nunca propôs medidas para um golpe de Estado enquanto estava no comando do país.
O depoimento foi dado ao STF durante audiência da ação penal que trata da suposta tentativa de golpe. O advogado Celso Vilardi, que defende o ex-presidente Bolsonaro, questionou Marinho, que foi a última testemunha ouvida no núcleo 1 do processo.
Marinho falou que, em uma reunião no Palácio da Alvorada, no dia 2 de novembro de 2022, Bolsonaro demonstrou tristeza pela derrota nas eleições, cumprimentou os parlamentares eleitos com seu apoio e encaminhou a transição de governo.
O senador também afirmou que o então ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), ficou responsável por organizar a transição. Essa versão coincide com a fala de Nogueira e com o depoimento do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que também isentaram Bolsonaro de qualquer tentativa de interferir no processo.
Durante a oitiva, Marinho reforçou que Bolsonaro não teve envolvimento nos atos de 8 de janeiro e que ele próprio viu o ex-presidente demonstrar preocupação para que não houvesse tumulto.
“Pelo contrário. Havia preocupação do presidente para que não houvesse excessos. Bolsonaro queria civilidade no processo de transição (…) Vi o presidente ainda preocupado para que não houvesse bloqueios de rodovias e impedimentos de ir e vir”, afirmou Marinho.
