Comitê dos EUA convoca big techs para expor 'censura estrangeira' - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Artigos Exclusivos

Comitê dos EUA convoca big techs para expor ‘censura estrangeira’

Moraes vs Facebook
Moraes vs Facebook

Compartilhe em

Foto do autor

Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados dos EUA enviou intimações às gigantes da tecnologia Alphabet (Google), Amazon, Apple, Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), Microsoft, Rumble, TikTok e X Corp., com o objetivo de esclarecer até que ponto as ‘big techs’ têm sido influenciadas por governos locais e estrangeiros para censurar conteúdo dentro do território americano.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A intimação, encaminhada na quarta-feira (26), cita legislações e decisões judiciais de países como Brasil, Austrália, Reino Unido, Canadá e da União Europeia, que, de acordo com o comitê americano, estão impondo regras de censura a plataformas digitais.

Entre os casos citados no documento, está a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que, de acordo com o texto, emitiu “ordens secretas e ilegais obrigando empresas americanas a removerem grandes quantidades de conteúdo, sob pena de multas e bloqueio no país”.

O comitê também quer descobrir se o Governo Biden “auxiliou” ou “encorajou” essas práticas de censura globais.

“No 118º Congresso, o Comitê revelou como o governo [de Joe] Biden [e Kamala] Harris pressionou repetidamente as plataformas online para censurar americanos, tanto diretamente quanto por meio de terceiros. Após essa supervisão, a Meta admitiu que errou ao ceder às exigências do governo Biden-Harris, e comprometeu-se publicamente a restaurar a liberdade de expressão em suas plataformas e reformou suas políticas. Agora, no 119º Congresso, uma nova ameaça à liberdade de expressão dos americanos surgiu na forma de leis, regulamentos e ordens judiciais estrangeiras que exigem ou levam empresas americanas a limitar o conteúdo disponível em suas plataformas nos Estados Unidos. Para proteger as liberdades civis dos americanos, o Comitê precisa investigar o alcance e a natureza desses esforços de censura estrangeira e seus impactos sobre a liberdade de expressão protegida constitucionalmente no país”, afirma Jim Jordan, republicano presidente da comissão, nas intimações.

A situação de Alexandre de Moraes só piora nos EUA. Ontem (26), o Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes aprovou a “No Censorship On Our Shores Act”, a lei “anti-Moraes”, que impede a entrada de autoridades que violem a liberdade de expressão. Além disso, um órgão do governo dos EUA criticou o ministro por “censura”. Já no dia 25, a justiça americana rejeitou um pedido da Rumble e Trump Media contra decisões de Moraes, considerando-as inválidas no território americano.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade