Cármen Lúcia vota para responsabilizar big techs - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Cármen Lúcia vota para responsabilizar big techs

Na posse de Edson Fachin, Cármen Lúcia afirma que STF segue “íntegro” e “plural” e critica a ditadura em defesa da democracia
Na posse de Edson Fachin, Cármen Lúcia afirma que STF segue “íntegro” e “plural” e critica a ditadura em defesa da democracia

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Por Isac Mascarenhas

Placar está 8 a 2 pela inconstitucionalidade de artigos 14 e 19

No julgamento sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia sobre conteúdos de usuários, a ministra Cármen Lúcia votou a favor da tese de que as big techs devem ser punidas e argumentou que não é necessário ordem judicial para retirada de publicações.

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A ministra considerou inconstitucionais os artigos 14 e 19 do Marco Civil da Internet. Atualmente, os artigos isentam de responsabilidade as donas das redes sociais sobre conteúdo de terceiros e obriga o uso de ordem da Justiça para derrubada de posts. Segundo a ministra, as grandes empresas de tecnologia lucram com os conteúdos ilegais, por isso devem ter responsabilidade.

Com o voto, o STF tem placar de 8 a 2 para pode punir bigtechs. Mais cedo, o Edson Fachin surpreendeu e votou contra a maioria dos colegas. O ministro defendeu que ampliar as obrigações das redes sociais poderia proteger direitos fundamentais, mas gerar “censura colateral”

Os votos de Fachin e Cármen Lúcia não mudam o resultado, já que a Corte tinha maioria desde o início do mês, mas pode pesar na fixação da tese final que ainda será discutida.

Resta votar o ministro Nunes Marques. Acompanhe ao vivo:

 Em atualização.

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