Deputada se entregou à Polícia; Justiça italiana tem 48h para decidir sobre pedido de extradição do Brasil
Após mais de 2 meses foragida, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) decidiu se entregar às autoridades na Itália. A informação foi confirmada pelo Ministério da Justiça. Seu nome estava na lista de difusão vermelha da Interpol, o que permite sua prisão para extradição — já solicitada pelo governo brasileiro.
Zambelli deixou o Brasil no fim de maio, pela fronteira com a Argentina, cerca de 20 dias após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão no caso da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Antes de se entregar, Zambelli gravou um vídeo se dizendo inocente e que confia na Justiça italiana. Mesmo que sua condenação seja confirmada, ela acredita que poderá cumprir pena na Itália, onde “ainda há democracia”.
Nas redes sociais, o deputado italiano Angelo Bonelli, do Partido Verde, disse ter sido responsável por entregar à Polícia a localização da parlamentar, num apartamento em Roma. Ao defender a extradição da deputada, ele afirmou que “ninguém é intocável”.
Carla #Zambelli e’ in una casa a Roma. Ho comunicato alla polizia l’indirizzo ed in questo momento la polizia ha identificato Zambelli.
Carla Zambelli está em um apartamento, em Roma. Forneci o endereço à polícia, neste momento a polizia esta identificando Zambelli. pic.twitter.com/UWDg3j7Hen— Angelo Bonelli (@AngeloBonelli1) July 29, 2025
Segundo a defesa da parlamentar, ela se “apresentou às autoridades” e deve pedir que não seja deportada ao Brasil, alegando que não está foragida. O diretor da Polícia Federal brasileira, Andrei Rodrigues, negou. “O processo de captura é fruto da cooperação policial internacional da Polícia Federal (adidância em Roma) e polícia italiana”, disse.
A Justiça da Itália tem até 48h para decidir sobre a extradição.
