Audiências incluem 13 investigados dos núcleos 2 e 4
O Supremo Tribunal Federal (STF) ouve nesta quinta-feira (24) os 13 réus dos núcleos 2 e 4 da Ação Penal relacionada à suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. As oitivas ocorrem em sessão virtual, marcada para as 9h.
As audiências foram agendadas após oitiva de testemunhas de acusação e defesa, além do depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, colaborador. A maioria das oitivas anteriores foi conduzida por juízes auxiliares do gabinete do relator Alexandre de Moraes.
A fase atual representa uma das etapas finais do processo. Após os interrogatórios, o caso seguirá para requerimentos e diligências, antes da apresentação das alegações finais. Na sequência, caberá ao ministro relator liberar o processo ao presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, que poderá pautar o julgamento.
O núcleo 2 é composto por seis réus apontados pela PGR como responsáveis pelo “gerenciamento das ações” da suposta organização criminosa, entre eles Filipe Martins, o ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro.
Já o núcleo 4 é formado por sete réus acusados de executar “operações estratégicas de desinformação” e de promover ataques virtuais a autoridades e instituições.
Réus do núcleo 2:
- Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF;
- Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Bolsonaro;
- Marília Ferreira de Alencar, delegada da PF e ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
- Fernando de Sousa Oliveira, delegado da PF e ex-diretor de Operações do MJ e ex-secretário-adjunto de Segurança Pública do DF;
- Mario Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência;
- Filipe Garcia Martins, ex-assessor da Presidência.
Réus do núcleo 4:
- Ailton Gonçalves Moraes Barros, major da reserva;
- Ângelo Martins Denicoli, major da reserva;
- Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL);
- Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente;
- Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel;
- Marcelo Araújo Bormevet, policial federal;
- Reginaldo Vieira de Abreu, coronel.
Todos respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
