Razões envolvem mudanças de versão e ausência de provas
O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a contestar nesta terça-feira (15) a delação premiada de seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid. Em entrevista ao Poder360, Bolsonaro comparou o acordo de colaboração com os firmados na Lava Jato e afirmou que, se estivesse naquele contexto, “teria sido anulada há muito tempo”.
De acordo com o ex-presidente, a delação de Cid no STF precisa dos elementos fundamentais exigidos por lei, como espontaneidade e apresentação de provas. Bolsonaro apontou que o ex-auxiliar mudou diversas vezes suas versões ao longo do processo, o que, segundo ele, enfraquece a credibilidade do acordo.
“O que é uma delação premiada? É espontaneidade, que ele não teve, é verdade, que foi mudada várias vezes, e provas, que não tiveram. É uma delação, que se fosse na Lava Jato, tinha sido anulada há muito tempo”, disse.
Enquanto a Corte tem anulado diversas delações e condenações da Lava Jato, Bolsonaro diz que vê um tratamento distinto quando se trata de seus aliados.
