Quatro em cada dez brasileiros fizeram apostas online no último ano, aponta pesquisa
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Quatro em cada dez brasileiros fizeram apostas online no último ano, aponta pesquisa

Senado adia votação que eleva tributação de bets e fintechs após pedido da Câmara. Deputados dizem não haver consenso para avançar
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

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Por Redação

Levantamento da CNDL e SPC mostra que 29% ficaram negativadas por dívidas com jogos

 

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Cerca de 40 milhões de brasileiros realizaram ao menos uma aposta ou jogaram online nos últimos 12 meses, segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas. As apostas esportivas são as mais comuns, concentrando 54% dos jogadores, principalmente homens. Entre os jogos de cassino, as maiores participações são em slots (28%), roletas (22%) e caça-níqueis (20%).

O levantamento aponta que a curiosidade (35%), o desejo de ganhar dinheiro rápido (22%) e a busca por diversão (22%) são os principais motivos para começar a apostar. Em relação à frequência, 24% dos entrevistados jogam toda semana, 18% de duas a três vezes por semana e 11% afirmam apostar diariamente.

O Pix é o meio de pagamento mais utilizado, presente em 76% das transações, seguido pelo cartão de crédito (11%). O gasto médio mensal é de R$ 187, subindo para R$ 255 entre as classes A e B.

Quanto ao impacto financeiro, 19% dos apostadores afirmam ter comprometido a renda com jogos, e 41% deixaram de consumir outros bens ou serviços para apostar, especialmente alimentação fora de casa (15%), internet (12%), supermercado (12%) e lazer com a família (10%). Além disso, 17% deixaram de pagar alguma conta, e 29% tiveram o nome negativado, sendo que 17% ainda permanecem nessa condição.

A pesquisa também mostra que 28% dos apostadores já recorreram ou pensaram em conseguir dinheiro para apostar, seja por empréstimos (17%), adiantamento salarial (8%) ou venda de bens próprios ou familiares (7%). Além disso, 37% afirmaram ter tentado parar de jogar, mas sem sucesso. Apenas 21% buscaram ajuda, principalmente em igrejas, com familiares e amigos, ou com profissionais de saúde.

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