Vice de Zema diz que TJ-MG “vai começar a conhecer limites”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Vice de Zema diz que TJ-MG “vai começar a conhecer limites”

Mateus Simões afirma que não cumprirá decisão contra escolas cívico-militares

Vice de Zema, Mateus Simões troca o Novo pelo PSD e mira governo mineiro em 2026; decisão deve reconfigurar alianças no estado

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que não pretende cumprir decisão da Justiça estadual que impede a abertura de escolas cívico-militares no estado.

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Simões declarou respeitar os Poderes, mas disse que o Judiciário mineiro precisa “começar a conhecer limites”. Ele comparou a atuação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nós não estamos submetidos ao Judiciário como muitas vezes parece. Eles têm limite e alguém tem que começar a frear a atuação do juiz nesse país. Se infelizmente o STF não encontra limites em Brasília, em Minas Gerais o Tribunal de Justiça vai começar a conhecer limites”, afirmou.

O vice de Romeu Zema (Novo) disse que pretende abrir ao menos cinco novas escolas no modelo cívico-militar quando assumir definitivamente o governo. Zema planeja deixar o cargo para disputar as eleições de outubro.

“Não admito interferência do Judiciário, de Tribunal de Contas, em decisão administrativa. Se querem ficar presos a tecnicalidades para tentar impedir que a gente faça o sistema crescer, eles escolheram o adversário errado, porque advogado eu também sou e eles podem se preparar porque eu vou criar mais cinco modelos diferentes e eles vão ter que correr mais cinco vezes atrás de mim na Justiça”, declarou.

Simões também afirmou: “Podem preparar para mandar me prender porque eu vou abrir colégios cívico-militares assim que eu entrar em exercício como governador do estado dentro de menos de 60 dias. Respeito muito os poderes, desde que eles respeitem o papel do Executivo e se restrijam a decidir sobre aquilo que compete a eles pela Constituição. Se tentarem atravessar a linha, vão ter que sofrer as consequências”.

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