Movimento abre espaço para disputa interna em Minas e fortalece Kassab no tabuleiro eleitoral
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, vai trocar o partido Novo pelo PSD, presidido por Gilberto Kassab. A filiação está marcada para 27 de outubro.
Com a saída já anunciada do governador Romeu Zema para disputar a Presidência em 2026, o Novo ficará sem representantes no comando do Executivo estadual.
“Como eu tenho repetido, vou trabalhar pela unificação do Centro e da Direita em Minas, na eleição, para disputarmos com a mesma frente que tem sustentado o Governo Zema e contar com o PSD é essencial para isso, somando esforços aqueles que já se posicionaram ao nosso lado, como Novo, União, PP, Podemos, Solidariedade, PRD e tantos outros”, afirmou o vice-governador.

Reação do Novo
Nos bastidores, filiados do Novo tratam a decisão como “traição”. A legenda apostava na reeleição de Simões em 2026, mas não terá contrapartida pela mudança.
O movimento também altera o tabuleiro da disputa ao governo mineiro. O PSD, maior partido da base de Zema no estado, reforça seu espaço político e pode lançar Simões como candidato em 2026. O cenário abre confronto direto com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), aliado de Lula e nome cotado para a mesma disputa.
O Novo oficializou em agosto a pré-candidatura de Zema ao Planalto. No evento, o governador atacou o PT e criticou decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Segundo aliados para a equipe deste site, a migração de Simões ao PSD faz parte de uma articulação maior que busca unificar a direita em Minas e evitar o retorno da esquerda ao poder no estado.
