Aécio Neves desiste de disputar o Palácio do Planalto
Brasília, Quinta, 09 de julho de 2026
Política

Aécio Neves desiste de disputar o Planalto e PSDB ficará sem candidato à Presidência

Presidente nacional da legenda afirma que não concorrerá nas eleições de 2026

deputado Aécio Neves (PSDB-MG).
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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Por Redação

O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves (MG), desistiu de disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi confirmada pelo partido nesta quinta-feira (9), após declaração do parlamentar em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

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Com a desistência de Aécio, o PSDB também informou que não terá candidato próprio ao Palácio do Planalto neste ano. A legenda, no entanto, não detalhou os motivos que levaram à decisão.

Em maio, a Federação PSDB-Cidadania havia aprovado o nome de Aécio como pré-candidato à Presidência. A indicação recebeu apoio do diretório paulista do partido e também do ex-ministro Ciro Gomes, que posteriormente anunciou sua pré-candidatura ao governo do Ceará.

Ao comentar sua decisão, Aécio afirmou que o momento exige cautela e disse ser necessário “ter os pés no chão”, sinalizando que o partido não reúne as condições para uma candidatura competitiva na disputa presidencial.

Aécio assumiu a presidência nacional do PSDB em 2025 com a missão de reorganizar a legenda após sucessivas derrotas eleitorais e a redução de sua representatividade no cenário político nacional.

O deputado foi governador de Minas Gerais por dois mandatos, entre 2003 e 2010, presidiu a Câmara dos Deputados e disputou a Presidência da República em 2014, quando chegou ao segundo turno contra a então presidente Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, foi derrotado por uma diferença de pouco mais de três pontos percentuais, obtendo cerca de 51 milhões de votos.

A confirmação de que o PSDB ficará fora da corrida presidencial marca um novo capítulo na trajetória do partido, que governou o país entre 1995 e 2002, com Fernando Henrique Cardoso, e protagonizou as principais disputas presidenciais contra o PT por mais de duas décadas.

Sem candidatura própria, a legenda deverá concentrar seus esforços nas eleições proporcionais e nas alianças para a disputa dos governos estaduais e do Congresso Nacional.

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