Urgente: Moraes recua e devolve prazo à defesa de Filipe Martins
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Urgente: Moraes recua e devolve prazo à defesa de Filipe Martins

O recuo ocorre após o próprio réu ter enviado ao Supremo uma petição manuscrita na qual contesta a substituição de seus advogados pela Defensoria Pública da União (DPU)
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Após petição do réu, Moraes suspende decisão anterior e dá 24h para advogados protocolarem alegações finais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconsiderou nesta sexta-feira (10) a decisão que havia afastado a defesa de Filipe Martins no processo que apura a tentativa de golpe de Estado.

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O recuo ocorre após o próprio réu ter enviado ao STF uma petição manuscrita na qual contesta a substituição de seus advogados pela Defensoria Pública da União (DPU). Na manifestação, Martins rejeita ser representado por defensores públicos e pede o restabelecimento da atuação do advogado Jeffrey Chiquini.

Diante do pedido, Moraes determinou um novo prazo, de 24 horas, para que Chiquini protocole as alegações finais — última etapa da defesa antes do julgamento do caso.

“Suspendo momentaneamente os efeitos da decisão de 9 de outubro de 2025 e concedo o prazo de 24 horas para a defesa de Filipe Garcia Martins Pereira suprir a ausência de alegações finais não protocoladas no prazo legal”, escreveu o ministro.

A Secretaria Judiciária do STF foi acionada para certificar o encerramento do novo prazo já neste sábado (11).

Acusações de conduta irregular e reação da defesa

Em resposta à atualização do caso, o advogado Jeffrey Chiquini se manifestou publicamente, agradecendo à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pela intervenção que considerou fundamental diante da “arbitrariedade” sofrida pela defesa de Filipe Martins. Segundo ele, a defesa cumprirá a decisão e apresentará as alegações finais dentro do prazo estabelecido.

O advogado reiterou que não houve perda do prazo para as alegações finais, explicando que o questionamento da defesa se referia a novos documentos apresentados pela acusação após o prazo legal. Segundo ele, a destituição dos advogados, decidida de ofício pelo ministro, foi ilegal e injusta.

“Nossas alegações finais estavam em fase final de preparação, não tendo sido apresentadas dentro do prazo em razão de uma questão incidental prejudicial ao mérito, suscitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR foi a responsável por essa instabilidade processual, ao apresentar novos elementos fora do prazo legal”, destacou.

Na decisão original, Moraes havia destituído tanto Chiquini, advogado de Filipe Martins, quanto Eduardo Kuntz, que representa Marcelo Câmara — outro réu vinculado ao chamado “Núcleo Dois” da investigação. O magistrado justificou a medida alegando condutas processuais atípicas, que, segundo ele, configurariam tentativa deliberada de atrasar o andamento do caso.

“O comportamento das defesas é absolutamente inusitado, configurando litigância de má-fé”, afirmou Moraes na ocasião.

No caso de Marcelo Câmara, a destituição da defesa segue mantida.

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