O decreto do governo Lula (PT) que restringe o orçamento das universidades federais a 63,28% do previsto entre maio e novembro, liberando os 36,72% restantes apenas em dezembro, já provoca cortes drásticos. Instituições como UFRJ, UFAL, UFRGS, UFCG, Cefet-MG e UFV reduziram serviços de limpeza, transporte, manutenção e reformas, enfrentando déficits e dívidas crescentes.
A UFAL, por exemplo, necessita de R$ 9 milhões mensais, mas recebe apenas R$ 4 milhões, acumulando débitos e prevendo colapso em setembro. Na UFRJ, com dívida de R$ 61 milhões, aulas foram suspensas por falta de luz e água, enquanto equipamentos quebrados e infraestrutura precária agravam a crise.
A UFRGS cortou transporte interno, a UFCG suspendeu compras, e o Cefet-MG cancelou reformas. A UFV alertou que executar quase metade do orçamento em dois dias úteis de dezembro é inviável.
O Ministério da Educação atribui a crise a cortes entre 2016 e 2022 e culpa o Congresso pela limitação atual, embora o orçamento discricionário de 2025, de R$ 5,7 bilhões, seja menos da metade do disponível em 2011, apesar do aumento de alunos e da expansão da rede. O Fórum de Reitores do Rio de Janeiro planeja buscar emendas parlamentares para mitigar o impacto.
Outras instituições relatam problemas graves: a UFPB cortou 20% da manutenção predial, enfrentando risco de interrupção de água e energia; a UFPR prevê dificuldades até o fim do ano; o Cefet-RJ opera com verba equivalente à de julho; e a Unifesp teme atrasos em pagamentos e paralisação de serviços essenciais.
É irônico notar que os aluninhos das federais, fiéis cabos eleitorais do PT, sempre prontos a fazer barulho e defender o chefe com fervor revolucionário, agora sofrem as consequências de sua própria devoção. Lula, ciente de que esses jovens são ótimos em agitação e apoio cego, não hesita em sacrificá-los no altar da má gestão e das prioridades tortas. Enquanto o ensino definha, a militância dos centros acadêmicos descobre, tarde demais, que a retórica não acende as luzes das salas de aula.
