Ministro do Turismo desafia ordem e segue no governo Lula
O União Brasil decidiu agora há pouco (08) afastar o ministro do Turismo, Celso Sabino, em um processo que pode levar à sua expulsão da sigla. A executiva considerou que ele praticou infidelidade partidária ao manter-se no governo do presidente Lula.
A decisão foi tomada em reunião da executiva do partido, na sede nacional em Brasília, que analisou duas representações contra Sabino.
A primeira trata da dissolução do diretório do União Brasil no Pará, com anúncio de novo presidente em breve. A segunda refere-se ao processo de expulsão, que deve durar cerca de dois meses, segundo fontes do partido.
A dissolução do diretório do Pará teve duas oposições. Já o afastamento de Sabino contou apenas com sua própria discordância, embora ele afirme ter apoio de parte da bancada.
Após a decisão, Sabino criticou a medida e disse que seria contraproducente perder um ministro do Turismo próximo da COP30, que ocorrerá em seu estado, o Pará.
“É no meu estado, na cidade onde eu nasci, e temos muita coisa ainda a entregar e a fazer até a realização desse evento, por responsabilidade que tenho, não só com o governo, mas principalmente com as ações que estão em andamento no Ministério do Turismo, com a realização dessa conferência e com outras entregas que estamos fazendo no Ministério do Turismo, sigo ao lado do presidente Lula também por entender que esse é o melhor projeto para o país”, afirmou o União Brasil.
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Ele também declarou que o partido tem tomado “decisões equivocadas, açodadas” e que pretende manter diálogo com o Conselho de Ética da legenda para tentar sensibilizar os membros sobre o momento eleitoral.
O governador Ronaldo Caiado (GO) defendeu os processos disciplinares. Ele classificou a permanência de Sabino no governo como uma “imoralidade ímpar” e chamou o ministro de “quinta-coluna”.
O rompimento do União Brasil com o governo se deu após a formação de federação com o PP, visando a candidatura de direita à Presidência em 2026. A direção do partido determinou que filiados com cargos na máquina pública federal deixem seus postos.
O presidente da sigla, Antônio de Rueda, havia dado prazo até 19 de setembro para Sabino sair do Ministério do Turismo, sob risco de punição por infidelidade partidária.
Nesta quarta-feira, Sabino discordou do rompimento. “O caminho que o partido adotou não é o certo, é uma decisão açodada. Não resta dúvida que esse [Lula] é o melhor projeto. Eu fico até ano que vem porque pretendo ser candidato ao Senado”, afirmou.
O ministro do Esporte, André Fufuca, também foi afastado do PP. Ambos perdem o controle dos diretórios estaduais, Sabino no Pará e Fufuca no Maranhão, o que pode afetar seus planos de candidatura ao Senado.
