Ministro diz ter “confiança do presidente Lula” e critica decisão do partido que pode resultar em sua expulsão
O ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), afirmou nesta quarta-feira (8) que não deixará o governo Lula (PT), contrariando a determinação da direção nacional do União Brasil, que ordenou aos filiados a entrega dos cargos na administração federal.
“Pelo bem do turismo, dos serviços, pelo bem do povo do Pará, vou permanecer no governo”, disse o ministro.
Sabino é alvo de um processo interno que pode levar à sua expulsão por suposta infidelidade partidária. A direção nacional da sigla se reúne nesta quarta-feira para deliberar sobre o caso.
O ministro classificou as decisões do partido como “açodadas” e afirmou que tentará buscar uma solução por meio do diálogo. Segundo ele, a permanência no cargo é necessária por causa da organização da COP30, que ocorrerá em novembro, em Belém (PA).
“Nós estamos há 30 dias da realização da COP30. Não vejo oportuno ou por bem a interrupção desse trabalho que tem sido feito”, afirmou.
Sabino declarou que ficará no ministério até abril de 2026, prazo de desincompatibilização eleitoral, e confirmou intenção de disputar uma das vagas ao Senado pelo Pará.
“Fico, tenho confiança do presidente Lula, tenho apoio da maior parte da bancada. Tenho buscado esse entendimento no partido. Acho que é possível o diálogo”, disse.
O ministro também reforçou seu apoio político a Lula, afirmando que o petista é “a melhor opção para o Brasil”.
“Fico ao lado do presidente Lula por entender que é a melhor opção para o Brasil. Não resta dúvida de que esse é o melhor projeto”, afirmou Sabino.
A direção nacional do União Brasil manteve a orientação de que o descumprimento da ordem de deixar cargos no governo será considerado ato de infidelidade partidária, com possibilidade de expulsão dos envolvidos.
