TST recua de sala VIP para ministros em aeroporto de Brasília
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

TST recua de sala VIP para ministros em aeroporto de Brasília

O contrato previa uma sala de 44 metros quadrados, com copa, banheiros privativos e acabamento em granito, além de transporte direto dos ministros até a porta das aeronaves
O contrato previa uma sala de 44 metros quadrados, com copa, banheiros privativos e acabamento em granito, além de transporte direto dos ministros até a porta das aeronaves. Foto: Bárbara CabraL -Secom/TST

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Após críticas, tribunal cancela projeto de espaço que custaria mais de R$ 1,5 milhão em dois anos

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) voltou atrás e cancelou o contrato que previa a construção de uma sala VIP exclusiva para seus ministros no Aeroporto Internacional de Brasília, proposta que vinha sendo alvo de críticas desde que se tornou pública.

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Em pedido enviado via Lei de Acesso à Informação (LAI), pela cientista política e ex-deputada distrital Júlia Lucy, comentarista do Portal Claudio Dantas, exigiu esclarecimentos sobre os custos, benefícios e critérios de uso do espaço reservado.

“O TST, senhoras e senhores, desistiu de construir uma sala VIP para que os seus 33 ministros pudessem utilizar no aeroporto de Brasília. A ideia era trazer privacidade às suas excelências, mas a pressão pública funcionou e eles desistiram”, afirmou Júlia Lucy em vídeo publicado nas redes sociais.

“Ficou escancarado que estávamos diante de mais uma despesa com o seu dinheiro para bancar privilégio dessa gente que se julga como uma casta superior no Brasil”, completou.

— PortaldoDantas (@PortaldoDantas) October 9, 2025

O contrato previa uma sala de 44 metros quadrados, com copa, banheiros privativos e acabamento em granito, além de transporte direto dos ministros até a porta das aeronaves. O custo estimado ultrapassaria R$ 1,5 milhão em dois anos. O contrato, válido até abril de 2027, previa um aluguel mensal de R$ 30 mil, além de R$ 2.639,70 em despesas de rateio.

Embora o TST tenha inicialmente justificado a sala como medida de segurança para os magistrados, esse argumento desapareceu de comunicados subsequentes.

No pedido enviado à corte, Lucy questionou a pertinência da despesa com a finalidade do tribunal, se os ministros poderiam utilizar a sala em viagens privadas (como férias) e se os familiares teriam acesso ao espaço. Segundo ela, “nenhuma dessas perguntas foi respondida de forma direta”.

Na análise jurídica registrada no documento via SEI, a Corte informou:

“Parece a esta Assessoria que a informação solicitada pela interessada possa ser suprida mediante o encaminhamento de cópia integral do processo administrativo que tratou da aquisição dos veículos de representação, devendo-se adotar a cautela quanto à ocultação da parte do processo que tenha algum dado pessoal”.

Em resposta ao questionamento sobre a aquisição de veículos de luxo para transporte de ministros, o documento acrescenta que, com relação ao valor dos veículos adquiridos pelo TST, “importa mencionar que se encontra compatível com o preço daqueles adquiridos ou alugados por outros órgãos da Administração Pública Federal”.

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