TST gasta R$ 1,5 mi em sala VIP para ministros evitarem 'pessoas inconvenientes' - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

TST gasta R$ 1,5 mi em sala VIP para ministros evitarem ‘pessoas inconvenientes’

TST constrói sala vip em aeroporto de Brasília

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Por Redação

Projeto segue moldes de regalias para STJ e STF

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) vai gastar mais de R$ 1,5 milhão em dois anos para construir e manter uma sala VIP exclusiva para seus 27 ministros no aeroporto de Brasília. A medida, segundo o tribunal, visa garantir a segurança das autoridades e evitar a “aproximação de pessoas inconvenientes”.

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O contrato, válido até abril de 2027, prevê um aluguel mensal de R$ 30 mil, além de R$ 2.639,70 em despesas de rateio. A obra está em andamento e custará R$ 85 mil, contratada sem licitação da mesma empresa que construiu as salas VIP privadas do aeroporto.

O espaço, de 44 metros quadrados, com piso de granito e paredes de gesso, terá copa e banheiros exclusivos. Poltronas, televisões, alimentação e bebidas também estão previstas.

Além da sala exclusiva, o contrato inclui outras regalias, como:

  • Acompanhamento pessoal: Um funcionário do aeroporto guiará o ministro, com um custo de R$ 284 por atendimento.
  • Carro privativo: Para deslocamento até o avião, evitando o uso dos ônibus compartilhados. O custo é de R$ 144 por deslocamento.
  • Embarque direto: Os ministros poderão embarcar diretamente, sem pegar fila.

O TST justificou que a forma anterior de embarque e desembarque “propiciava a aproximação de indivíduos mal-intencionados ou inconvenientes”. O tribunal afirma que o projeto segue os moldes do STF e do STJ, que também possuem salas exclusivas para seus ministros com o mesmo objetivo de segurança.

Os benefícios serão estendidos inclusive para voos pessoais dos ministros. A medida se soma a outros rendimentos elevados dos ministros do TST, que em dezembro, por exemplo, receberam em média R$ 357 mil líquidos, superando o teto constitucional.

A, concessionária responsável pela administração do aeroporto de Brasília, optou por não fornecer detalhes sobre o assunto, alegando que não comenta contratos comerciais.

A prática de ter uma sala VIP exclusiva para magistrados teve início no STF em 2017. Na época, a justificativa era a necessidade de garantir a segurança dos ministros, que se tornaram figuras públicas devido aos julgamentos da Operação Lava Jato.

O espaço do Supremo, isolado dos demais passageiros, permite que os ministros acessem as aeronaves diretamente, sem a necessidade de passar pelo portão de embarque comum.

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