Testemunha diz que Heleno defendia voto impresso, mas não contestou eleição - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Testemunha diz que Heleno defendia voto impresso, mas não contestou eleição

Idade e currículo militar podem ajudar Heleno a ter uma pena mais branda em julgamento do suposto golpe
Idade e currículo militar podem ajudar Heleno a ter uma pena mais branda em julgamento do suposto golpe

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Amilton Coutinho Ramos, ex-assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), declarou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o general Augusto Heleno defendia o voto impresso, mas não questionou o resultado das eleições de 2022. Ramos prestou depoimento como testemunha de defesa de Heleno no processo que apura suposta tentativa de golpe após a derrota de Jair Bolsonaro.

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O STF ouviu oito testemunhas indicadas por Heleno. Todas afirmaram desconhecer articulações golpistas ou envolvimento do general em movimentos nesse sentido. Os depoentes destacaram que Heleno, apesar da proximidade com Bolsonaro, não politizou o GSI e manteve servidores do governo Dilma Rousseff em sua equipe. Relataram ainda que, no fim do mandato, Heleno e Bolsonaro se distanciaram, com o então presidente focando reuniões com parlamentares.

Em março, Matheus Milanez, advogado de Heleno, contestou a denúncia sobre o suposto golpe apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e questionou: “Como há de se defender com base na opinião da autoridade policial?”.

Na segunda semana de oitivas, o STF deve ouvir cerca de 50 testemunhas de defesa. Entre os convocados estão o ex-ministro Paulo Guedes, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

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