Rede Minerva: deputado Sanderson mira projeto milionário usado para que perseguir oposição
O Tribunal de Contas da União (TCU) acolheu representação do deputado federal Sanderson (PL-RS) e abriu investigação sobre a Rede Minerva, projeto do governo Lula para monitorar opositores.
Coordenado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), a iniciativa, com orçamento de R$ 54,1 milhões, analisa publicações de influenciadores e parlamentares de oposição, inclusive deputados federais.
“Estamos diante de um escândalo que mistura autopromoção, contratos suspeitos e perseguição política financiada com dinheiro do contribuinte. Estruturas financiadas pela União não podem servir como instrumentos de controle ideológico”, afirmou Sanderson.
A denúncia aponta irregularidades como a concessão de uma bolsa de R$ 7 mil mensais ao diretor do Ibict, Tiago Emmanuel Nunes Braga, que se autoindicou para o benefício, acumulando funções de coordenador e fiscal do projeto. Outro caso é a contratação de Rafael Marques Caliari, ex-integrante da Secom, sem ensino superior, para receber mais de R$ 15 mil como gerente de mídias sociais, embora a Rede Minerva não mantenha perfis oficiais.
A representação também cita uma viagem a Cuba, custeada com R$ 16,5 mil do erário, sem justificativa técnica, além de relatórios frágeis, como o Boletim Baobá, baseados em postagens de baixo alcance.
Sanderson alega que o projeto viola a Lei de Acesso à Informação e utiliza o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD) e recursos do Ministério da Saúde para fins político-partidários, configurando improbidade administrativa. O parlamentar solicita a suspensão imediata do contrato e o bloqueio de repasses até a conclusão das apurações.
Veja também:
