O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu dois, um em maio e outro em junho, procedimentos para investigar possíveis irregularidades em contratos milionários da gestão do prefeito João Campos (PSB) no Recife.
As apurações, iniciadas no mês passado, envolvem três empresas contratadas para manutenção de escolas e unidades de saúde. Uma delas, a Sinarco, sediada em Minas Gerais, teria vínculos com as pernambucanas Alca Engenharia e Max Construções, também contratadas pela prefeitura.
Denúncias anônimas apontam ausência de licitação específica, uso de CNPJs distintos na prestação de serviços, pagamentos duplicados e reajustes questionáveis. Há suspeitas de utilização de recursos federais, como do Fundeb e do SUS, nos contratos, embora a prefeitura negue e afirme que os pagamentos vieram do Tesouro Municipal.
O caso já estava sob análise do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) e do Ministério Público Federal (MPF), que apura possível improbidade administrativa.
Sob relatoria do ministro Antonio Anastasia, o TCU conduz as investigações de forma sigilosa, com foco inicial na Unidade de Auditoria Especializada em Contratações.
A Prefeitura do Recife informou que não recebeu notificação do TCU, mas está à disposição para esclarecimentos. A administração municipal assegura que as contratações seguiram a legislação, com processos licitatórios regulares.
