Após pedido de extradição, Tagliaferro se apresentou a delegacia italiana e disse que não pretende deixar a Itália
O ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, afirmou que não pretende ser extraditado para o Brasil. A declaração foi feita nesta segunda-feira (6), durante audiência na Justiça italiana sobre o pedido oficial apresentado pelo governo brasileiro.
Tagliaferro deixou o país em agosto, após ser acusado de vazar mensagens sigilosas do gabinete de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Procuradoria-Geral da República denunciou violação de sigilo funcional, cooperação no curso do processo, obstrução de investigação sobre organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Durante a audiência, o perito informou ao juiz que sofreu perseguição e investigação o bloqueio de suas contas e a ordem de prisão expedida contra ele no Brasil.
Tagliaferro disse ainda que deseja permanecer em território italiano. Em vídeo nas redes sociais, comentou que a sessão foi “fantástica”. “O juiz recebeu muito bem, foi ótimo. E agora vamos pra luta”, declarou.
Processo de extradição
O pedido de extradição foi autorizado por Moraes e enviado pelo Ministério da Justiça e pelo Itamaraty às autoridades italianas em 20 de agosto.

A Corte italiana aplicou medidas cautelares para impedir a saída do país e bloquear a comunicação sobre seu paradeiro, mas rejeitou o pedido de prisão.
Tagliaferro foi detido no início do mês pela polícia italiana apenas para cumprir essas determinações e notificação formal sobre o processo.
