STF retoma julgamento de Zambelli por porte ilegal de arma
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF retoma julgamento de Zambelli por porte ilegal de arma

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Parlamentar já tem maioria de votos pela condenação e cumpre prisão na Itália

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta sexta-feira (15) o julgamento da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A Corte já formou maioria pela condenação.

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O processo, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, começou a ser analisado no plenário virtual e foi interrompido em março por pedido de vista de Nunes Marques.

Gilmar votou por condenar Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão. O relator foi acompanhado por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Mesmo com o pedido de vista, Cristiano Zanin e Dias Toffoli anteciparam votos no mesmo sentido.

Ainda precisam votar Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux, Edson Fachin e o presidente Luís Roberto Barroso.

A acusação aponta que, em outubro de 2022, Zambelli perseguiu armada um homem em bairro da zona nobre de São Paulo. A vítima era apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Se confirmada, a pena será somada aos dez anos de prisão e à perda de mandato já impostas pela Primeira Turma do STF, em condenação por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao lado do hacker Walter Delgatti, em 2023.

Segundo o Ministério Público Federal, o ataque ao CNJ envolveu a emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

Antes do trânsito em julgado, Zambelli deixou o Brasil. Foi incluída na difusão vermelha da Interpol e localizada na Itália. Em 29 de julho, foi presa em Roma e levada ao presídio feminino de Rebibbia.

Na primeira audiência, em 1º de agosto, a Justiça italiana determinou sua permanência na prisão durante o processo de extradição, com autorização para uso de medicamentos. Uma nova audiência estava marcada para quarta-feira (13), mas foi adiada após a parlamentar passar mal.

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