Polícia Federal deve atuar na fase final de retorno ao Brasil
O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta quinta-feira que a Advocacia-Geral da União (AGU) adote todas as providências necessárias no processo de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).
A parlamentar, presa na Itália na terça-feira (29), foi condenada pelo STF a uma pena de 10 anos de prisão pelo envolvimento na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O pedido formal de extradição de Carla Zambelli já havia sido encaminhado pelo governo brasileiro em 12 de junho ao Ministério do Interior da Itália, que exerce função equivalente ao Ministério da Justiça no Brasil. Após análise inicial, o órgão distribui o caso a um tribunal italiano, responsável por avaliar se as condições legais para a extradição estão atendidas.
O tribunal analisará a documentação e a condenação pelos crimes de invasão de dispositivo eletrônico antes de emitir uma decisão, que poderá autorizar ou negar a extradição. Em caso de autorização, o processo retorna ao Ministério do Interior, que comunicará o resultado à Embaixada do Brasil.
Com a autorização, a fase logística será conduzida pela Polícia Federal, que definirá se a deputada será trazida em voo comercial ou em aeronave própria da corporação. Não há prazo definido para a conclusão do procedimento, que depende de todas as etapas judiciais e administrativas na Itália.
