STF confirma que Fux não votará em recurso de Bolsonaro - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF confirma que Fux não votará em recurso de Bolsonaro

STF confirma ausência de Luiz Fux no julgamento do recurso de Jair Bolsonaro, que será analisado pela Primeira Turma a partir desta sexta-feira

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Primeira Turma inicia hoje julgamento virtual de recurso do ex-presidente na ação da trama golpista

O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que o ministro Luiz Fux não participará do julgamento do recurso apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado para esta sexta-feira (8). A Primeira Turma iniciará a análise às 11h, em sessão virtual que se estende até 14 de novembro.

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O relator, Alexandre de Moraes, será o primeiro a votar. Também integram a turma os ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Fux deixou a Primeira Turma após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso e se transferiu para a Segunda Turma pouco mais de um mês após o julgamento em que foi o único a votar contra a condenação de Bolsonaro, em setembro.

Segundo o STF, a Resolução 642/19 determina que a composição da turma é fixada na data de início da sessão. O tribunal informou ainda que o recurso é tratado como um novo processo, e não como continuidade do julgamento anterior.

Durante a sessão que condenou os réus do chamado “núcleo das fake news” do golpe, Fux declarou estar à disposição para continuar participando dos casos ligados à Primeira Turma. “Queria deixar claro que tenho várias vinculações de processos na Primeira Turma. Queria me colocar à disposição, porque o regimento é omisso, de participar de todos os julgamentos já designados. Estaria na Segunda, mas estarei aqui se for do agrado dos senhores”, afirmou.

Integrantes da Corte consideravam incerta a participação do ministro. Segundo fonte do tribunal, Fux poderia solicitar ao presidente do STF, Edson Fachin, autorização para votar no julgamento. Internamente, porém, prevalece o entendimento de que ele só poderia atuar em processos relatados por ele. Fachin foi questionado sobre o tema durante evento na COP30, em Belém, mas preferiu não comentar.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado por violência e ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.

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