O Ministério Público de Minas Gerais apresentou denúncia contra o vereador Pedro Rousseff (PT), sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff, por incitação ao crime.
A acusação decorre de uma declaração feita durante as eleições municipais de 2024, na qual Rousseff ameaçou dar cadeiradas no deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e em vereadores do PL, em referência a um episódio de violência ocorrido em um debate em São Paulo entre Datena e Pablo Marçal.
A promotoria considerou a fala uma tentativa de estimular agressões físicas contra adversários políticos. O processo tramita na 2ª Unidade Jurisdicional Criminal, em Belo Horizonte, e uma audiência de conciliação está marcada. Rousseff rejeitou proposta de acordo que previa três meses de serviços comunitários.
O vereador alega sofrer “assédio jurídico” de Nikolas, que já moveu cinco ações contra ele. Em contrapartida, o Ministério Público Eleitoral solicitou a suspensão dos direitos políticos de Nikolas por difamação contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman. Durante a campanha, o deputado associou uma obra de ficção escrita por Noman a práticas ilícitas, o que o MP classificou como “propaganda eleitoral com informações inverídicas”.
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