Senado vota hoje aumento de deputados; impacto anual pode ultrapassar R$ 64 milhões - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Senado vota hoje aumento de deputados; impacto anual pode ultrapassar R$ 64 milhões

Saulo Cruz/Agência Senado

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O Senado Federal deve votar nesta quarta-feira (25) o projeto de lei complementar que amplia de 513 para 531 o número de deputados federais. O relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), manteve o texto aprovado pela Câmara em maio.

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Antes da análise do mérito, os senadores devem votar um requerimento de urgência para permitir que o projeto vá direto ao plenário, sem passar pelas comissões.

O aumento acontece após determinação do Supremo Tribunal Federal, que exigiu a revisão da distribuição de cadeiras na Câmara com base no Censo Demográfico de 2022. A proposta aprovada pelos deputados amplia as bancadas dos estados com crescimento populacional, mas sem reduzir vagas dos estados que perderam população.

O projeto cria 18 novas vagas, com impacto estimado de R$ 64,6 milhões por ano, segundo a Direção-Geral da Câmara. O montante, porém, deve ser maior, já que o aumento de cadeiras na Câmara obriga o crescimento proporcional das assembleias legislativas estaduais.

Estados que ganham novas vagas:

  • Pará (4)
  • Santa Catarina (4)
  • Amazonas (2)
  • Mato Grosso (2)
  • Rio Grande do Norte (2)
  • Paraná (1)
  • Ceará (1)
  • Goiás (1)
  • Minas Gerais (1)

A mudança teria efeitos a partir das eleições de 2026 e implicaria mais gastos com salários, verbas de gabinete e benefícios. Cada deputado pode contratar até 25 secretários parlamentares, com verba mensal de R$ 133 mil.

As emendas parlamentares também devem sofrer impacto, já que o número de beneficiários aumentará. Para manter os valores, o Congresso teria de aprovar uma proposta de emenda à Constituição elevando o teto das emendas individuais.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), assumiu compromisso com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de aprovar o projeto sem mudanças.

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