Gaspar comunicou a decisão a Moraes e disse que retomará o pedido após o fim dos trabalhos da comissão
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), cancelou a visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, mesmo após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o parlamentar, a decisão busca evitar “ilações e questionamentos” sobre sua atuação na relatoria da comissão.
Em ofício enviado a Moraes, Gaspar informou que não participará da visita institucional marcada para 29 de outubro, alegando prudência e compromisso com a responsabilidade do cargo. O deputado disse que pretende retomar o pedido somente após o encerramento dos trabalhos da CPMI, instaurada em 20 de agosto.
“Visando evitar qualquer questionamento ou ilação quanto à minha atuação na CPMI do INSS, informo que, concluídos os trabalhos da Comissão, solicitarei novamente, por intermédio do advogado de defesa do Senhor Jair Messias Bolsonaro, o agendamento da visita”, afirmou o relator no documento.
Em declaração ao Correio Braziliense, Gaspar disse que a decisão reflete “prudência e respeito institucional”. “Enquanto estiver na relatoria, não poderei participar de atos que possam gerar dúvidas sobre minha conduta. O presidente Bolsonaro tem minha solidariedade e respeito, mas a prioridade é garantir a credibilidade da CPMI”, afirmou.
A visita havia sido autorizada por Moraes em 15 de outubro, com horário entre 9h e 18h na residência do ex-presidente. A autorização integrava um conjunto de liberações que também incluiu o senador Rogério Marinho (PL-RN), o pastor Robson Rodovalho e o ministro Antonio de Oliveira Francisco, do Tribunal de Contas da União (TCU).
A CPMI, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), apura fraudes e irregularidades em benefícios previdenciários. O relatório final será apresentado por Gaspar até o fim do ano.
