Relator da CPMI desiste de visitar Bolsonaro para evitar questionamentos
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Relator da CPMI desiste de visitar Bolsonaro para evitar questionamentos

relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar classificou o dia como “um Dia da Impunidade” e criticou o que chamou de “blindagem em série” dentro do Parlamento. foto: Divulgação
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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Gaspar comunicou a decisão a Moraes e disse que retomará o pedido após o fim dos trabalhos da comissão

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), cancelou a visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, mesmo após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o parlamentar, a decisão busca evitar “ilações e questionamentos” sobre sua atuação na relatoria da comissão.

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Em ofício enviado a Moraes, Gaspar informou que não participará da visita institucional marcada para 29 de outubro, alegando prudência e compromisso com a responsabilidade do cargo. O deputado disse que pretende retomar o pedido somente após o encerramento dos trabalhos da CPMI, instaurada em 20 de agosto.

“Visando evitar qualquer questionamento ou ilação quanto à minha atuação na CPMI do INSS, informo que, concluídos os trabalhos da Comissão, solicitarei novamente, por intermédio do advogado de defesa do Senhor Jair Messias Bolsonaro, o agendamento da visita”, afirmou o relator no documento.

Em declaração ao Correio Braziliense, Gaspar disse que a decisão reflete “prudência e respeito institucional”. “Enquanto estiver na relatoria, não poderei participar de atos que possam gerar dúvidas sobre minha conduta. O presidente Bolsonaro tem minha solidariedade e respeito, mas a prioridade é garantir a credibilidade da CPMI”, afirmou.

A visita havia sido autorizada por Moraes em 15 de outubro, com horário entre 9h e 18h na residência do ex-presidente. A autorização integrava um conjunto de liberações que também incluiu o senador Rogério Marinho (PL-RN), o pastor Robson Rodovalho e o ministro Antonio de Oliveira Francisco, do Tribunal de Contas da União (TCU).

A CPMI, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), apura fraudes e irregularidades em benefícios previdenciários. O relatório final será apresentado por Gaspar até o fim do ano.

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