PT paga R$ 2,3 milhões a marqueteiro preso na Lava Jato - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PT paga R$ 2,3 milhões a marqueteiro preso na Lava Jato

PT aprova resolução contra bolsonarismo, critica Tarcísio e convoca mobilização para 2026

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Dívida com João Santana e Mônica Moura refere-se à campanha de Dilma em 2014; casal foi condenado por caixa dois

O diretório nacional do PT quitou uma dívida de R$ 2,3 milhões com o marqueteiro João Santana e sua esposa, Mônica Moura, referente à campanha de reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff em 2014. O pagamento foi realizado em 5 de maio à empresa do casal, a Polis Propaganda e Marketing.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O valor consta na prestação de contas anual do partido. Segundo nota do PT, o montante foi acordado entre as partes e homologado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. “Todos os pagamentos foram declarados à Justiça Eleitoral e à Justiça do DF, que arquivou a demanda por restar satisfeita a obrigação”, afirmou o partido.

Santana e Moura foram presos em 2016 na Operação Lava Jato e condenados por lavagem de dinheiro e caixa dois em campanhas do PT. Em 2017, firmaram acordo de delação premiada, devolveram cerca de R$ 80 milhões, usaram tornozeleira eletrônica e prestaram serviços comunitários.

A disputa judicial entre a empresa do canal e o PT teve início em 2018, quando a Polis processou o partido por falta de pagamento. Em julho daquele ano, o PT foi condenado a quitar os valores, mas recorreu sucessivamente. Em abril de 2025, as partes fecharam um acordo extrajudicial, reduzindo a dívida de R$ 9 milhões para R$ 4 milhões. Após descontos de valores já pagos, o PT comprometeu-se a quitar R$ 2,7 milhões.

Com o depósito inicial de R$ 2,3 milhões, a defesa da Polis pediu a extinção do processo. O restante será pago em cinco parcelas mensais.

Santana atuou como marqueteiro nas campanhas de reeleição de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014). As sentenças contra ele foram anuladas sob o entendimento de que os casos deveriam ter tramitado na Justiça Eleitoral. Em 2024, o ministro Dias Toffoli também anulou o uso de provas do acordo de colaboração da Odebrecht contra o casal.

Em 2022, Santana coordenou a campanha presidencial de Ciro Gomes (PDT), que terminou em quarto lugar.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade