O procurador-geral do Distrito Federal, Márcio Wanderley, deixou o cargo nesta semana, após nove meses à frente da função, em meio à tentativa de socorro financeiro ao BRB.
Segundo fontes, a saída ocorreu após pressão para que emitisse parecer favorável à viabilização de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), destinado ao banco.
Nesse tipo de operação, o governo não acessa diretamente os recursos do fundo. O FGC atua como garantidor, reduzindo o risco da operação e facilitando a liberação do crédito. Cabe à Procuradoria-Geral do DF avaliar a viabilidade jurídica e econômica do procedimento.
O desconforto teria surgido diante da cobrança para validar juridicamente a operação.
Wanderley assumiu o cargo em agosto de 2025, após atuar como consultor jurídico no gabinete do ex-governador Ibaneis Rocha. O mandato previsto é de dois anos, com possibilidade de recondução. Ele poderia permanecer na função até agosto de 2027.
